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OS LUGARES MAIS INFECTADOS NOS SHOPPINGS CENTERS

OS LUGARES MAIS INFECTADOS NOS SHOPPINGS CENTERS

Dependendo da pessoa à qual você perguntar, ir ao shopping pode ser uma experiência positiva ou negativa por muitos motivos. Um motivo que você pode não ter levado em conta é que, com centenas de pessoas andando pelo shopping todos os dias, tocando as mercadorias, comendo e usando os banheiros públicos, as bactérias se propagam facilmente de pessoa para pessoa.

Todos nós sabemos que a lavagem adequada das mãos é a melhor maneira de evitar a propagação de bactérias; de fato, 80% dos germes são espalhados apenas pelas mãos. Vamos assumir que todos têm consciência disso e que fazem o possível para lavar adequadamente as mãos, presumindo que os outros estarão fazendo o mesmo. Não é bem assim. Na verdade, estudos mostram que apenas 1 em cada 5 indivíduos lava as mãos e, entre os que o fazem, apenas 30% usam sabão. O mais interessante é que 91% de nós afirmamos que sempre lavamos as mãos de forma correta, quando a pesquisa mostra que isso é claramente inverídico.  

Então, em se tratando de shopping centers, assumindo que a maioria das pessoas não lava adequadamente as mãos, quais os locais onde mais provavelmente corremos o risco de contaminação por vírus e bactérias, tais como e.coli, norovírus, vírus da gripe e outros? 

Banheiros públicos
Isto é óbvio, correto? Porém você ficaria surpreso em saber que os lugares típicos onde você poderia imaginar que existe maior número de bactérias são exatamente aqueles que são limpos com maior frequência.

Surpreendentemente, o assento do vaso sanitário tem apenas 150 unidades de bactérias em comparação com o pior local, a pia, que tem 50.000 unidades de bactérias por polegada quadrada, de acordo com a BioCote. Depois de lavar as mãos, você provavelmente vai querer secá-las; isso também pode ser complicado. Se você pode optar entre o secador de ar quente e a toalha de papel - fique com uma toalha de papel, já que os estudos mostram que esta é muito superior às outras alternativas para reduzir as bactérias das mãos. Outras áreas a serem evitadas são a torneira e a primeira e última coisa que tocamos - a maçaneta da porta. Procure usar uma toalha de papel para abrir a porta, a fim de não jogar fora todo o seu empenho de lavar as mãos antes mesmo de sair do banheiro.

Praças de Alimentação
Onde quer que haja alimentos, existe um alto risco de contaminação cruzada e possibilidade de contaminação por vírus presentes nos alimentos. É por isso que as praças de alimentação dos shoppings são lugares onde encontramos muitos tipos de bactérias. 

Um estudo realizado pela Universidade McGill, CBC Montreal Investigates/Radio-Canada coletou amostras de mesas, bandejas e tampas de recipientes de lixo em vários centros comerciais de Montreal. O que eles constataram foi que, embora naquela oportunidade não houvesse registro de doenças graves transmitidas por alimentos, havia uma grande quantidade de diferentes tipos de bactérias. A maioria estava nas tampas das lixeiras; por isso é aconselhável evitar tocá-las com as mãos desprotegidas. Também é aconselhável evitar colocar seus talheres ou alimentos em contato direto com as bandejas.

Carrinhos de compras
Existe uma grande possibilidade de que seu carrinho ou cesta de compras tenha bactérias fecais nas superfícies, sendo também uma maneira fácil de pegar gripe ou resfriado. Um estudo realizado por Charles Gerba constatou que, de 85 carrinhos de compras, 50% apresentavam E.Coli, enquanto 72% apresentavam bactérias fecais. Todos deslocam o carrinho colocando as mãos na barra de empurrar, que nunca é limpa; então não surpreende que esteja cheio de bactérias. É uma boa idéia utilizar lenços antibacterianos para limpar a barra e outras partes do carrinho antes das compras, especialmente se você tiver filhos pequenos que tendem a mexer em tudo.

Sacolas reutilizáveis
As sacolas reutilizáveis tornaram-se muito populares nas compras porque ajudam a reduzir a quantidade de lixo despejado em aterros sanitários. Mas quando foi a última vez que você lavou suas sacolas reutilizáveis? A maioria das pessoas nunca cogitou disso. E é exatamente o que você deveria fazer, por causa da contaminação cruzada. Basta pensar em quantas vezes você utiliza a mesma sacola usada para carregar mantimentos e para transportar roupas ou brinquedos das crianças ou outras coisas.

Um estudo verificou que 97% dos compradores nunca lavaram sua sacola reutilizável. Entre as 84 sacolas testadas, 83 continham bactérias coliformes (que provêm de alimentos não cozidos) juntamente com E. coli, encontrado em 12% das sacolas! O problema é que quando um produto, como a carne, escorre dentro da sacola e, em seguida, a mesma sacola é usada para transportar itens não alimentícios, como roupas, você estará aumentando o risco de propagação de bactérias tais como E. coli e salmonella. Evite que isso aconteça lavando regularmente as sacolas reutilizáveis na máquina de lavar, destinando as sacolas usadas para carregar mantimentos exclusivamente para esse fim.

Maquininhas para cartão de débito, caixas eletrônicos (ATMs) e dinheiro em espécie
Uma das coisas que você faz no shopping é realizar uma compra. Seja qual for o método que você escolher para pagar, dinheiro, cartão de débito ou crédito, saiba que você estará transferindo algo mais do que apenas dinheiro.

Foi constatado que cédulas e moedas carregam patógenos, inclusive Staphylococcus e vírus da gripe, que podem sobreviver na superfície das cédulas por mais de 17 dias. A quantidade de bactérias encontrada no dinheiro é maior do que aquela encontrada no assento do seu vaso sanitário. Isso é motivo suficiente para mudar para outras formas de pagamento. No entanto, um estudo dos caixas eletrônicas, realizado por microbiologistas da BioCote revelou que os teclados são mais sujos do que assentos de banheiro público. As amostras coletadas continham bactérias chamadas pseudomonas e bacilos que podem causar doenças e diarréia. Da mesma forma, um estudo realizado em Nova York usando esfregaço testou 66 caixas eletrônicos da cidade e de seus arredores e constatou que os teclados apresentavam bactérias em abundância. As mais preocupantes foram aquelas encontradas nas lojas com maior quantidade de bactérias do ácido lático, presentes em plantas em decomposição ou produtos lácteos. Muitas vezes foram encontrados restos de pele e alimentos nos teclados, provavelmente devido ao uso do teclado por pessoas que não costumam lavar as mãos depois das refeições.


Conclusão

Embora não possamos evitar todas as bactérias em locais públicos, será um grande feito se fizermos a nossa parte para evitar a propagação das mesmas. Uma orientação simples é evitar tocar a boca ou os olhos durante as compras e praticar a boa higiene das mãos, lavando-as regularmente antes e depois das refeições e após usar o banheiro. Convém levar consigo um desinfetante de mão à base de álcool para uso quando não tiver água disponível e, especialmente, ao sair das lojas. Pequenas atitudes como essas podem ajudar a evitar que você pegue mais do que uma nova roupa no shopping, tornando a sua experiência de compra mais positiva.

Saiba mais sobre a Técnica de Lavagem das Mãos:
https://www.youtube.com/watch?v=lDuQOGvtjGI&feature=youtu.be&list=PLdoHQ0EjWyOfXcDOzOimiL6gEiqdLbapl

Referências:

BioCote.  Bathroom Study. http://www.biocote.com/case-studies/bathroom/ www.biocote.com
Deb Group Blog Paper Towels or Hot Air Dryers - Which is Better & Why? www.debgroup.com
D'SOUZA, Y., CADIEUX, B., COLAVECCHIO, A., RESHMI, R., GOODRIDGE, L., LO, A. & VEEDA, P. 2015. Assessment of microbial quality at four food courts in the Greater Montreal area. Journal of Food Protection, 78, 110-110.
Gerba, C. P. and Maxwell, S. (2012). Bacterial contamination of shopping carts and approaches to control. Food Prot Trends 32; 747-749.
Gerba, C. P., Williams, D.  and Sinclair, R. G. (2011).  Assessment of the Potential for Cross Contamination of Food Products by Reusable Shopping Bags. Food Protection Trends, Vol. 31, No. 8, Pages 508–513
Pope TW1, Ender PT, Woelk WK, Koroscil MA, Koroscil TM. (2002). Bacterial contamination of paper currency.  South Med J.  95(12):1408-10
Holly M. Bik, Julia M. Maritz, Albert Luong, Hakdong Shin, Maria Gloria Dominguez-Bello, Jane M. Carlton. (2016). Microbial Community Patterns Associated with Automated Teller Machine Keypads in New York City. MSphere . 00226-16

Sobre a autora

Zuzana Bleha é Gerente de Marketing e Comunicações da Deb Canadá, a maior empresa especializada em cuidados com a pele no ambiente de trabalho do mundo e contribui para o Blog de Higiene das Mãos, Prevenção de Infecções e Segurança Alimentar do Grupo Deb.



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